COM DINHEIRO DE TRAFICANTES DE DROGA, FALSOS DIRIGENTES DO CNJ QUEREM ORGANIZAR FALSA ASSEMBLEIA DE RENOVAÇÃO DE MANDATOS, E O SINSE JÁ ESTÁ DENTRO DO ASSUNTO.

Uma investigação em curso aponta para um alegado esquema de financiamento ilícito envolvendo indivíduos que se apresentam como dirigentes do CNJ – Conselho Nacional da Juventude, apesar de já terem sido formalmente expulsos da organização. Segundo apurou a nossa redação, Cumbi Júnior, Wilson Domingos e Dario Gaspar estariam a promover iniciativas em nome do CNJ com apoio financeiro de supostos traficantes de droga, numa tentativa de organizar uma falsa assembleia de renovação de mandatos.
Fontes próximas ao processo indicam que os referidos indivíduos, já afastados das estruturas legítimas do CNJ, continuam a usar indevidamente o nome da organização para conferir aparência de legalidade às suas ações. Essas iniciativas estariam a ser alimentadas por dinheiro de origem duvidosa, proveniente de grupos que, nos últimos tempos, demonstram interesse em controlar à força o Conselho Nacional da Juventude, com o objetivo de facilitar manobras próprias e interesses alheios ao movimento juvenil.
De acordo com as mesmas fontes, o plano passaria por instrumentalizar o CNJ como plataforma de influência e mobilização, colocando em risco a credibilidade da organização e a estabilidade do movimento juvenil nacional. A utilização do nome do CNJ por antigos membros expulsos é vista como uma violação grave dos estatutos e uma ameaça à ordem institucional da juventude organizada.
Entretanto, o caso já terá chamado a atenção do SINSE – Serviço de Inteligência e Segurança do Estado, que, segundo informações recolhidas, acompanha a situação de perto. Os órgãos de segurança estariam a investigar uma eventual tentativa de usar o CNJ como instrumento para destabilizar a juventude e criar tensões políticas, nomeadamente contra o MPLA, partido no poder.
Até ao momento, não houve pronunciamento oficial dos visados nem do CNJ sobre as alegações. As investigações prosseguem, e as autoridades deverão apurar a veracidade dos factos, a origem dos alegados financiamentos e as reais intenções por detrás da tentativa de convocação da referida assembleia.
Fonte : Centro de Informação Actualizado

