JORNALISTAS ACUSADOS DE FESTEJAR A DESGRAÇA DOS FINALISTAS DE SAÚDE DO COLÉGIO PINGO DE ARVOREDOS ENTRE OS ACUSADOS PROFISSIONAIS DA TV GIRASSOL

A situação dos finalistas dos cursos de Enfermagem, Análises Clínicas e Assistência Social do Colégio Pingo de Arvoredos continua a gerar revolta entre estudantes e encarregados de educação, que denunciam estar há quase dois anos à espera dos respetivos certificados de conclusão.
Segundo os encarregados, os estudantes têm sido sucessivamente prejudicados devido à alegada incapacidade da instituição em emitir certificados válidos para os cursos da área da saúde. Os denunciantes afirmam que o estabelecimento de ensino não estaria autorizado a lecionar estes cursos nem a emitir os respetivos documentos académicos.
De acordo com os relatos recolhidos pela nossa reportagem, ao longo dos últimos meses a direção da escola, liderada pela senhora Vilma Vilolo, terá apresentado várias justificações para o atraso na entrega dos certificados. Entre as explicações avançadas, constam alegações de que os documentos estariam em tramitação no IMIS e, posteriormente, numa outra instituição de ensino. Contudo, os encarregados afirmam que tais informações nunca foram confirmadas e acabaram por aumentar a desconfiança em torno do caso.
A indignação cresceu quando surgiram informações de que o Colégio Pingo de Arvoredos teria sido descontinuado pelas autoridades do setor da Educação, facto que, segundo os encarregados, ajudaria a explicar a persistente impossibilidade de emissão dos certificados dos estudantes afetados.
Nesta sexta-feira, os finalistas foram convocados para comparecer às 14 horas nas instalações da escola com a expectativa de finalmente receberem os seus certificados. No entanto, segundo os encarregados de educação presentes no local, a entrega dos documentos não aconteceu, situação que aumentou ainda mais o sentimento de frustração entre os estudantes e as suas famílias.
Os denunciantes afirmam ainda que vários órgãos de comunicação social foram mobilizados para limpar a imagem da Directora Vila Vilolo. Entre os meios citados encontram-se: TV RAIAL, TV KALUMBO, XÉ AGUENTA, TV ZINGA, TV GIRASSOL, e outras plataformas digitais e portais de notícias. Alguns encarregados alegam que determinados profissionais de comunicação teriam sido convidados para participar na cobertura com o objetivo de favorecer a imagem da direção da escola em troca de 50 mil kwanzas cada meio de comunicação presente, quem fez assessoria foi o jornalista Horibio Fernandes da TV SEM CENSURA. Essas alegações, contudo, não foram comprovadas de forma independente.
Vários encarregados de educação ouvidos pela nossa reportagem, entre eles Maurício, Joana, Paula, Vaz e Maria, manifestaram indignação com a situação. Para os entrevistados, a questão central continua a ser a entrega dos certificados aos estudantes que concluíram os seus cursos.
“Se os certificados existem, que sejam entregues aos estudantes para que cada um possa seguir a sua vida académica e profissional”, defenderam os encarregados.
Os mesmos revelaram ainda a intenção de apresentar exposições formais junto dos órgãos competentes ligados à Comissão de Carteira e Etica e a ERCA que vela pela regulação da comunicação social, com o objetivo de solicitar esclarecimentos sobre a atuação dos profissionais de imprensa que estiveram presentes na cobertura do caso.
Enquanto isso, dezenas de finalistas continuam sem os documentos indispensáveis para prosseguir os estudos ou ingressar no mercado de trabalho, numa situação que se arrasta há quase dois anos e que permanece sem solução definitiva.

