ISAIAS KALUNGA, QUANDO ASSUMIU A LIDERANÇA DO CNJ, ENCONTROU MAIS DE DEZ ASSOCIAÇÕES CONSIDERADAS ILEGAIS, MUITAS DELAS COMPOSTAS POR APENAS UM ÚNICO MEMBRO E COM MAIS DE 15 ANOS SOB A MESMA LIDERANÇA, SEM QUALQUER RENOVAÇÃO OU TRANSPARÊNCIA INSTITUCIONAL.

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ISAIAS KALUNGA, QUANDO ASSUMIU A LIDERANÇA DO CNJ, ENCONTROU MAIS DE DEZ ASSOCIAÇÕES CONSIDERADAS ILEGAIS, MUITAS DELAS COMPOSTAS POR APENAS UM ÚNICO MEMBRO E COM MAIS DE 15 ANOS SOB A MESMA LIDERANÇA, SEM QUALQUER RENOVAÇÃO OU TRANSPARÊNCIA INSTITUCIONAL.

Ao longo do processo de reorganização do Conselho, foram identificadas várias associações que integravam o CNJ e que hoje se encontram excluídas por irregularidades graves. Entre os principais problemas apontados estão a ausência de sede física, a inexistência de assembleias gerais, a falta de registos fotográficos ou documentais que comprovem atividades com membros e a concentração de poder num único líder desde a fundação dessas organizações.

Essas fragilidades levantam sérias preocupações sobre a legitimidade e o compromisso dessas associações com os princípios básicos de participação, democracia interna e bem-estar coletivo. Organizações que se propõem a representar pessoas ou causas devem, acima de tudo, ser exemplo de legalidade, transparência e harmonia social.

Causa estranheza, no entanto, que algumas dessas associações, hoje em situação irregular, demonstrem maior preocupação com a liderança do CNJ do que com a necessidade de regularizar a própria casa. O debate institucional saudável começa pelo reconhecimento das próprias falhas e pela disposição em corrigi-las.

Num momento em que o país clama por unidade, ética e bem-estar social, o caminho mais sábio é o do diálogo, da autocrítica e da construção coletiva. Como ensina a sabedoria popular, antes de apontar o erro alheio, é fundamental olhar para dentro e fortalecer as próprias bases. Somente assim será possível promover um CNJ mais forte, harmonioso e verdadeiramente comprometido com o interesse comum.