EMPRESA DE SEGURANÇA É ACUSADA DE INTIMIDAR MORADORES COM ARMA DE FOGO NO CONDOMÍNIO JARDIM DO ÉDEN

Moradores do Condomínio Jardim do Éden denunciam supostos atos de intimidação praticados por agentes da Empresa de Segurança Rofaaltion, alegadamente armados, com o objetivo de impedir a livre circulação e o acesso às instalações da urbanização durante um processo de transição da Comissão de Moradores.
Segundo relatos recolhidos no local, a Empresa de Segurança Rofaaltion foi contratada pela Comissão de Moradores da Urbanização Jardins do Éden (CMUJE), cujo mandato terminou oficialmente no dia 02 de dezembro de 2025. No entanto, mesmo após o fim do mandato, a referida comissão terá utilizado os serviços da empresa de segurança para intimidar moradores, impedindo-os de entrar nas instalações no dia 20 de dezembro de 2025, data marcada para a tomada de posse da Comissão Eleitoral.

Testemunhas afirmam que agentes da empresa exibiram arma de fogo de forma ostensiva, criando um ambiente de medo e tensão entre os residentes. A alegada intimidação visava travar qualquer tentativa de normalização institucional e garantir a permanência da antiga coordenação no poder, contrariando os princípios básicos de alternância e legalidade.
A situação gerou ainda mais indignação após a coordenadora cessante da CMUJE ter participado numa rádio privada, onde procurou se defender de críticas feitas por moradores. Durante a entrevista, a própria confirmou o fim do seu mandato, inicialmente afirmando que terminava no dia 02.12.2025, mas posteriormente alegando que o prazo se estendia até 03.12.2025. Ainda assim, mesmo com o reconhecimento público do término, a coordenadora recusa-se a abandonar o cargo.
Para os moradores, trata-se de uma atitude de pouca vergonha institucional, marcada por incoerência e contradição. “Quem não deve, não teme”, afirmam residentes, defendendo que a saída digna seria a entrega das pastas e o afastamento voluntário, “nem que seja para sair com a cabeça levantada”. Reforçam ainda que cargos comunitários não são vitalícios e devem respeitar os limites legais e morais.

O episódio ganha contornos ainda mais graves quando se recorda que, durante a sua campanha, a mesma coordenadora criticou duramente antigas líderes da comissão, acusando-as de se agarrarem ao “trono” e de se recusarem a abandonar o poder. Para muitos moradores, o comportamento atual é ainda pior do que aquilo que ela própria condenou no passado.

As denúncias levantam sérias questões sobre abuso de poder, uso indevido de empresas de segurança privada e possível violação dos direitos fundamentais dos moradores, incluindo o direito à livre circulação e à participação nos processos comunitários. Até ao momento, não há informações sobre qualquer investigação oficial, mas os moradores exigem esclarecimentos, responsabilização dos envolvidos e reposição imediata da legalidade na gestão da urbanização.
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