SUPOSTO EMPRESÁRIO CUMBI JÚNIOR É APONTADO COMO PATROCINADOR DE CAMPANHA DIGITAL CONTRA DIRIGENTE EDELTRUDES DA COSTA

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SUPOSTO EMPRESÁRIO CUMBI JÚNIOR É APONTADO COMO PATROCINADOR DE CAMPANHA DIGITAL CONTRA DIRIGENTE EDELTRUDES DA COSTA

O jovem empresário Cumbi Júnior está a ser acusado de financiar uma campanha coordenada de notícias críticas e conteúdos digitais contra Edeltrudes da Costa, na sequência de um alegado desentendimento relacionado com a exclusão da sua empresa de um projecto de construção de uma estrada na província do Cuanza Sul. As acusações surgem num momento de crescente tensão política e associativa entre diferentes actores ligados ao sector juvenil e empresarial.

Segundo fontes ligadas ao processo, a actual vaga de divulgação de textos críticos em vários meios de comunicação digital estaria a ser patrocinada por Cumbi Júnior, que não teria aceite a decisão que impediu a sua empresa de participar na referida obra pública. As publicações, difundidas de forma recorrente nas redes sociais e em plataformas digitais, teriam como objectivo desgastar a imagem de Edeltrudes da Costa.

Para além desta alegada campanha mediática, o nome de Cumbi Júnior também surge associado a denúncias de burla envolvendo vários jovens, a quem teria prometido facilitação no acesso a empréstimos junto do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA). De acordo com os denunciantes, os valores solicitados como “taxas de facilitação” nunca resultaram na concessão dos financiamentos prometidos.

As acusações ganham contornos ainda mais graves com relatos que apontam para uma suposta utilização de dinheiro proveniente do tráfico de droga para financiar acções destinadas a desestabilizar projectos juvenis e enfraquecer a actual liderança do Conselho Nacional da Juventude (CNJ). Estas alegações, no entanto, ainda não foram confirmadas por qualquer autoridade judicial ou policial.

Especialistas ouvidos pela nossa redacção alertam que o uso de campanhas digitais financiadas para atacar reputações se tem tornado uma prática recorrente, exigindo maior vigilância das instituições e responsabilidade dos órgãos de comunicação social.

A nossa equipa tentou, até ao fecho desta edição, obter um pronunciamento de Cumbi Júnior sobre as acusações, mas sem sucesso. O espaço permanece aberto para o exercício do direito de resposta, em cumprimento dos princípios do jornalismo ético e responsável.

As autoridades competentes são chamadas a investigar os factos denunciados, de modo a esclarecer a veracidade das acusações e garantir a transparência nos processos que envolvem fundos públicos e projectos juvenis.